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Após a criação do Ministério do turismo e a implantação do Plano Nacional de Turismo, o Brasil conseguiu atingir um crescimento por volta dos 17,37% entre os anos de 2004 e 2005. Este alto índice deve-se à política de incentivo ao turismo interno e pelo câmbio favorável.
O Brasil é conhecido internacionalmente pelas suas exuberantes praias; pelo seu clima diversificado (no norte predomina o calor e à medida que se atinge o sul, o frio se intensifica), assim como por outros atrativos como o futebol e o carnaval.
O fluxo de turistas vindos do exterior é originário de países europeus como Portugal, Alemanha, França, Itália, Inglaterra, Espanha, Suécia e também dos países americanos como a Argentina, Colômbia ou do longínquo Japão.
A região metropolitana de São Paulo é a terceira maior do mundo. A cidade conta com um grande acervo de bares e refinados restaurantes, hotéis e teatros. Palco de grandes decisões econômicas, São Paulo é uma das cidades mais visitadas. Natal, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Maceió, Fortaleza, Manaus, Brasilia, Vitória, João Pessoa, Belém, São Luis, Belo Horizonte,Florianópolis atraem atenção de milhares de turistas todos os anos.
No entanto, a quantidade de turistas que visitam o país está muito além do que é esperado, ocupando apenas uma modesta posição intermediária entre os países que mais recebem turistas. A falta de políticas de incentivo ao turismo, a falta de infra-estrutura e a violência são os principais motivos pelo fraco desempenho.
As primeiras estimativas indicam que em 2004, o Brasil recebeu mais de 4,5 milhões de turistas internacionais. O turismo internacional para o Brasil tem crescido acima da média mundial, porém passando por altos e baixos.
Como em outros países, em termos de quantidades de turistas, o mercado doméstico é muito maior que o mercado internacional e o turismo regional da América Latina representam uma fatia importante no turismo internacional.
Cada um desses mercados mostra tendências distintas e em função disso podemos distinguir 5 fases do turismo internacional para o Brasil durante os últimos 20 anos. Durante esse período também houve mudanças importantes no perfil do turismo no Brasil, que espelham as tendências mundiais e fatores locais e regionais.
Fase 1 - Anos Dourados
O turismo para o Brasil cresce bem acima da média mundial, chegando a quase 2 milhões de turistas estrangeiros em 1987. A Embratur mantém escritórios no exterior. O câmbio é favorável e o Brasil é um destino "barato". O grande portão de entrada é Rio de Janeiro, que figura com destaque num anúncio da Bacardi.
Fase 2 - Collor e Candelária
Na virada dos anos noventa, com a crise econômica e o destaque da imprensa internacional para o aumento da violência no Rio de Janeiro, epitomisado pela chacina de meninos de rua em frente à Igreja da Candelária, o turismo internacional entra em crise. Em 1991 o Brasil recebeu a metade do número de turistas que em 1987. O turismo regional da América Latina ganha mais importância. Neste período o Rio perde sua posição de portão de entrada para São Paulo em parte por causa da maior cobrança de ICMS sobre combustíveis para aeronaves.
Fase 3 - Plano Real e Turismo de Negócios
O Plano Real ajuda a mudar a imagem do Brasil e atrai muito turismo de negócios do exterior. O câmbio desfavorável inibe um pouco o turismo a lazer. São Paulo, a capital dos negócios fortalece sua posição. O turismo de América Latina continuou forte.
Fase 4 - Desvalorização
A desvalorização do real no início de 1999, combinado com uma imagem recuperada do Brasil atrai cada vez mais turista a lazer e ajuda a manter o crescimento forte do turismo internacional.
Fase 5 - Crise Argentina - Brasil na Moda
A crise da Argentina mostra a importância do turismo regional no fluxo de turistas internacionais (o numero total cai), porém o número de turistas da Europa e América do Norte continua crescendo. A eleição de Lula ajuda a fortalecer ainda mais a imagem do Brasil e os vôos charters facilitam o preço de viagem para turistas de Sol & Mar. Brasil está na moda.
Se compararmos o perfil turístico do Brasil dos anos oitenta com a situação de hoje podemos ver que houve grandes mudanças. O desenvolvimento do turismo de natureza e aventura (principalmente com base no fluxo nacional) e a maior acessibilidade dos destinos nordestinos através de vôos charters significaram a oferta de um número maior de destinos, competindo para atrair um mercado maior de turistas.
Uma comparação de número de turistas internacionais por porta de entrada entre 1986, 1996 e 2003, mostra que São Paulo assumiu o papel de porta de entrada que antes era do Rio de Janeiro. Enquanto o Sul perdeu espaço para o Nordeste. Uma tendência similar pode ser observada através das principais cidades visitadas do Estudo de Demanda Internacional (Embratur). Em 1996, além de Rio e São Paulo as cidades mais visitadas eram cidades da região Sul (Florianópolis, Foz do Iguaçu e Porto Alegre), enquanto que em 2003 o destaque era o Nordeste (Salvador, Fortaleza e Recife).
A previsão é que o Brasil continue crescendo, embora a meta divulgada pelo Ministério de Turismo de atrair 9 milhões de turistas até 2007 pareça ambiciosa. A previsão da OMT é que o Brasil atrairá 14 milhões de turistas estrangeiros em 2020, crescendo a um ritmo médio de 5,2% ao ano desde 2000. Com base na linha de tendência de crescimento histórico 1987 - 2003, a projeção para 2020 seria somente 9 milhões de turistas, crescendo a um ritmo médio de 4,8% desde 2003.
Embora o crescimento do turismo seja desejável, um crescimento desordenado pode ter impactos negativos que acabam por ruir o capital natural e sócio-cultural que são os fundamentos da atratividade de um destino. No Brasil muitos destinos estão com problemas básicos de ordenamento - um exemplo típico é Porto Seguro.
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