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Cultura e Turismo

Da extração da borracha da árvore, principal atividade acreana, surgiu a figura do seringueiro, personagem do folclore brasileiro. Todo seringueiro já foi assombrado pelas almas dos que morrem ou pelo caboclo da mata, um indiozinho pequeno que persegue e castiga aqueles que caçam sem necessidade de carne fresca.

Chico Mendes, figura conhecida do cenário sócio-político e cultural do Brasil, um dos fundadores do PT do Acre, ganhador de medalhas, diplomas e prêmios internacionais, inclusive pela ONU, ilustra a força do seringueiro. Dedicou praticamente toda a sua vida à defesa dos trabalhadores e povos da floresta. Foi assassinado na porta de sua casa, em dezembro de 1988. Sua casa tornou-se museu e recebe hoje visitantes do mundo inteiro.

Em Rio Branco encontra-se uma comunidade religiosa chamada Alto Santo que pratica o Ritual do Santo Daime, típico do Acre, de origem indígena, que usa o Daime, um chá natural feito com folhas e cipó, como forma de aproximação a Deus. Todos tomam o chá, inclusive crianças e idosos. Os integrantes usam fardas de marinheiro e cantam o “hinário”.

As Regionais de Tarauacá e Envira têm grande potencial turístico devido à beleza de seus rios, da fauna e da flora. Em Rio Branco pode-se ver construções da época do Ciclo da Borracha que contrastam com modernos edifícios.

Culinária e Artesanato

A cozinha acreana é influenciada pela culinária indígena e nordestina. Usando produtos nativos, a comida possui sabor exótico e ligeiramente picante, atribuído à farinha de mandioca conhecida como farinha d`água e o jambu, ingrediente especial que possui a capacidade de adormecer os lábios. Os pratos mais conhecidos são: o pirarucu, o bobó de camarão, o vatapá e a carne de sol com macaxeira.

O artesanato acreano tem despertado a atenção dos apreciadores da arte pela qualidade de seus produtos, inovando com uma criação diferente como a utilização de sementes florestais. Esta atividade também recebeu contribuições dos nordestinos e indígenas, destacando-se os trabalhos em fibras típicas da região, cerâmica e ouriço de Castanha-do-Pará, jarina (marfim vegetal), madeira, cestaria (palha, cipó, titica, timbó e ambé), látex, couro, vegetal e sementes. A produção é de baixo custo em virtude das fontes abundantes de matéria-prima e canais de comercialização garantidos, tendo em vista ser a comunidade local e seus visitantes o principal mercado consumidor.

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