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Economia

A economia do Brasil é a maior da América Latina, com um PIB da ordem de 795 bilhões (milhares de milhões) de dólares (2005). O Brasil está na 11ª posição na economia mundial e sua indústria de transformação, a sétima.

A renda per capta dos brasileiros é de US$ 3.200,00 por ano. Até 1994 o Brasil apresentava altos índices de inflação, quando o Plano Real implantou a 10ª troca de moeda durante o período republicano, transformando a unidade monetária do Brasil no Real, dividido em 100 centavos, uma moeda estável. A redução drástica dos índices inflacionários contribuiu para uma pequena melhora na distribuição de renda.

O Banco Central do Brasil, criado em 1965, com sede em Brasília, emitia a moeda do País, porém, a partir do Real, essa função é feita pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), composto pelos Ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo Presidente do Banco Central. Outras grandes instituições bancárias são os Bancos do Brasil e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), além de numerosos outros bancos privados e estatais.

As principais fontes de renda da União são os Impostos sobre a Renda, Imposto sobre Produção Industrial (IPI) e a Contribuição para a Seguridade Social (Cofins). O Governo Federal ainda cobra imposto sobre importações, exportações e operações financeiras, sobre a propriedade rural, contribuição do PIS/Pasep e sobre o lucro líquido.

O número de empresas até 1993 no Brasil é calculado em 3,5 milhões, segundo o Sebrae, sendo 0,4% de grande porte, 1% de médio porte, 8% de pequeno porte e 90,6% micro-empresas, com 52,5% no setor de comércio, 32,5% no de serviços e 15% na indústria. Até 1995, 916 empresas possuíam o certificado ISO 9000. As microempresas são as mais numerosas no setor de serviços, representando 94%. O setor que mais cresce é o agropecuário.

Para fazer frente à globalização, o Brasil se transforma, baseando-se na liberdade de mercado e na privatização. Os principais compradores dos produtos brasileiros são os Estados Unidos, Alemanha, Japão, Itália, Argentina, França, Países Baixos e Grã-Bretanha. As maiores exportações foram: soja, café, minério de ferro, aço, equipamentos de transporte, carnes, maquinaria, sapatos e tecidos.

Os Estados Unidos continua sendo a principal fonte de produtos importados pelo Brasil seguidos pela Venezuela, Alemanha, Japão, Argentina, França e Canadá. As principais importações incluíam o petróleo bruto e refinado, maquinaria, metais, produtos químicos e trigo.

Há no Brasil 3,4 milhões de propriedades rurais, que correspondem a 325 milhões de ha, sendo que apenas 0,9% dos proprietários detêm 35% das propriedades. Entre elas, 35.083 são latifúndios considerados improdutivos, com área superior a 1.000 acres, num total de 153 milhões de acres. Isso significa que 47% das terras rurais no Brasil fazem parte de latifúndios improdutivos. O Brasil faz parte do MERCOSUL, tratado assinado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, em 1991, na Cidade de Assunção, Capital do Paraguai, visando à constituição de um mercado comum entre estes quatro Países, que já está dando frutos. A economia do país é bastante diversificada e abrange diversos tipos de atividades econômicas e industriais, tais como:

Agricultura:

A racionalização das atividades agrícolas, visando a maior produtividade e o maior lucro, modificou a panorama existente anteriormente. Atualmente vê-se o desenvolvimento da agroindústria e o aparecimento de médios e pequenos proprietários que usam modernas tecnologias. Aproximadamente um quarto do café do mundo é cultivado nas plantações de São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais. O Brasil está entre os principais produtores mundiais de cana-de-açúcar. Os principais produtos agrícolas são: cana-de-açúcar, laranja, milho, soja, mandioca, arroz, café, tabaco, batata, algodão, trigo e banana.

Pecuária:

A pecuária brasileira, tradicionalmente, é do tipo extensivo. Com a adoção de critérios modernos e incorporando-se raças importadas, o rebanho foi diversificado. Atualmente a tendência é que a pecuária se torne intensiva. O rebanho se distribui de maneira homogênea pelo território, especialmente em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e nos Estados do Sul, onde há uma grande quantidade de gado leiteiro, porcos (36 milhões), aves, ovelhas (20 milhões), cabras (12 milhões), cavalos (6,5 milhões), burros (1,9 milhão), búfalos (1,2 milhão) e mulas (1,3 milhão). O Brasil tem um dos maiores rebanhos bovinos do mundo (161 milhões de cabeças). A produção de leite é da monta de 15.784.011.000 litros e o abate de 1.263.108.084 cabeças por ano. A produção de ovos de galinha é de 2.199.083 milhares de dúzias, os de codorna, 30.035 milhares de dúzias e de mel de abelha, 18.841.386 kg por ano.

Indústria:

A industrialização do Brasil iniciou-se após a construção das primeiras estradas de ferro, no século XIX. A primeira indústria instalada foi a têxtil, que permaneceu por mais de 80 anos como a principal atividade no país. Após 1960 instalou-se a manufatura moderna e diversificada e atualmente a indústria de transformação ocupa a sétima posição no mundo. As principais indústrias são: têxtil, siderúrgica, eletroeletrônicos, tabaco, automóveis, navios, aviões, alimentos e a química. São Paulo é o principal Estado industrial, com fábricas que produzem aproximadamente um terço do volume total das indústrias do Brasil; as Cidades do Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE) também são grandes centros industriais.

Extrativismo:

A indústria madeireira se desenvolveu muito nas décadas de 1970 e 1980 e as florestas foram rapidamente desmatadas, chegando a ficar ameaçadas de extinção, como no caso das araucárias no Paraná. Na Amazônia continua a exploração desenfreada por parte de madeireiras clandestinas que retiram o mogno, particularmente em terras indígenas, sem nenhuma fiscalização eficiente. Em Xapuri, no Acre, seringueiros se organizaram e estão modernizando as técnicas de extração da borracha, sem recorrer à devastação das florestas. Nos últimos anos, as técnicas de congelamento favoreceram à exploração de frutas amazônicas pois permitem sua exportação, além de ganhar espaços no mercado interno. Os recursos minerais do Brasil são grandes. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de ouro, de ferro, de estanho, de cristais de quartzo, monazita e berílio. Da Plataforma Continental Brasileira são extraídas 60% da produção nacional de petróleo, sendo que a maior parte vem da Bacia de Campos (RJ).

Extração Vegetal

  • Madeira para lenha
  • Madeira em toras
  • Carvão vegetal
  • Látex
  • Ceras Oleaginosos
  • Fibras Medicinais
  • Aromáticos Corantes

Extração Mineral

  • Calcário
  • Manganês
  • Minério de ferro
  • Alumínio
  • Petróleo
  • Carvão Mineral
  • Minerais atômicos
  • Ouro
  • Cobre
  • Cassiterita

Pesca:

Embora o Brasil apresente uma costa oceânica de mais de 7.000 km e rios caudalosos, ainda não produz quantidade suficiente de pescado para suprir as necessidades de proteínas de sua população. Esse desempenho deve-se ao fato de 40% do pescado ser oriundo da pesca artesanal, exercida por mais de 700 mil pescadores. O alto preço cobrado pela indústria naval desestimula a pesca industrial. As empresas em atividade têm modernizado consideravelmente suas instalações em terra, mas conservam hábitos e técnicas artesanais quando operam em alto mar. As Regiões Sudeste e Sul são responsáveis por 62% da produção brasileira marítima e 75% do total é através da pesca empresarial. O pescado de água doce tem no Amazonas e Pará seus principais extratores com 50% da produção.

Turismo:

O turismo, até a década de 1970, era feito apenas no Rio de Janeiro e Salvador, que se apoiavam nas belezas naturais e no exotismo. Nos outros locais, como as cidades históricas mineiras ou as estações de água, apenas existia o turismo interno. Para incentivar e disciplinar o turismo foi criada a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), responsável pelos critérios de classificação da rede hoteleira e pela promoção do turismo brasileiro no exterior. As festas tradicionais que mais chamam a atenção são:

  • Carnaval - Desfile das Escolas de Samba, no Rio de Janeiro (RJ) e de trios elétricos e blocos nas ruas de Salvador (BA), Recife e Olinda (PE);
  • São João - Segunda quinzena de junho, no Nordeste, com danças e comidas típicas;
  • Festa da Uva - Em Caxias do Sul (RS);
  • Oktoberfest - Festa da Cerveja, em Blumenau (SC);
  • Festival de Cinema - Em Gramado (RS);
  • Festa das Flores - Em Joinville (SC);
  • Exposição Agropecuária - Em Goiânia (GO);
  • Folia do Divino - Em Pirenópolis (GO);
  • Festa do Peão de Boiadeiro - Em Barretos (SP);
  • Procissão do Círio de Nazaré - Em Belém (PA).

Todos os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico brasileiros são Patrimônios Culturais e estão protegidos pela lei.

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