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A Geografia é diversificada, com paisagens semi-áridas, montanhosas, de planície tropical, subtropical, com climas variando do seco sertão nordestino ao chuvoso clima tropical equatorial, ao frio da região sul, com clima subtropical e geadas.
Seu povo é o resultado da miscigenação de diferentes raças e culturas, com influências tanto dos ameríndios, moradores originais do continente, como dos europeus, e dos africanos que foram trazidos como escravos. Além destes, participam também os povos asiáticos, mas de influência mais limitada. A imigração foi incentivada pelo governo no final do século XIX, após a abolição da escravatura, para compor a mão-de-obra que iria trabalhar nas lavouras de café e nas nascentes indústrias. Houve forte fluxo de imigrantes para a região Sudeste (portugueses, italianos, espanhóis) e para a região Sul (alemães, poloneses, eslavos). Outros surtos imigratórios, causados por fatores externos, trouxeram judeus, japoneses e sul-americanos em geral.
Esta miscigenação é responsável, em parte, pelo fato do Brasil ser reconhecido como um dos países mais abertos e tolerantes às diferenças culturais. Pessoas das mais diferentes origens, raças e credos convivem lado a lado, sem tensões sociais, contribuindo para uma cultura rica e diversificada.
Geologia
O Brasil possui terrenos geológicos muito antigos e bastante diversificados, dada sua extensa área territorial. Não existem, entretanto, cadeias orogênicas modernas, datadas do Mesozóico, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. Eis a razão pela qual a modéstia de altitudes é uma das características principais da geomorfologia brasileira.
Raros são os pontos em que o relevo ultrapassa dois mil metros de altitude, sendo que as maiores altitudes isoladas encontram-se na fronteira norte do país, enquanto as maiores médias regionais estão na Região Sudeste, notadamente nas fronteiras de Minas Gerais e Rio de Janeiro. As rochas mais antigas integram áreas de escudo cristalino, representadas pelos crátons: Amazônico, Guianas, São Francisco, Luís Alves/Rio de La Plata, acompanhado por extensas faixas móveis proterozóicas. Da existência destes crátons advém outra característica geológica muito importante do território: sua estabilidade geológica.
São incomuns no Brasil os grandes abalos sísmicos ou terremotos. Também não existe atividade vulcânica expressiva. As partes mais acidentadas do relevo são resultantes de dobramentos ou arqueamentos antigos da crosta, datados do proterozóico (faixas móveis). As áreas de coberturas sedimentares estão representadas por três grandes bacias sedimentares: Bacia Amazônica, Bacia do Paraná e Bacia do Parnaíba, todas apresentando rochas de idade paleozóica.
Relevo
O relevo do Brasil apresenta planaltos, planícies e depressões. Por ser um território rígido e muito antigo, também não sofre mais a ação de vulcões e terremotos. Os agentes externos, como chuvas, ventos, rios, marés, calor e frio, são os responsáveis por esculpir suas formas. Ocasionalmente, os reflexos de tremores de terra ocorridos em pontos distantes são sentidos em algumas regiões do País.
A maior parte é constituída por planalto, chamado de Planalto Brasileiro com altura que varia entre os 305 aos 915 m. Entre suas principais cadeias estão a Serra da Mantiqueira, a Serra do Mar e a Serra Geral. A maior parte do terreno do planalto é composto por planícies onduladas e grandes áreas cobertas de florestas.
A planície ocorre, principalmente, na Bacia do Rio Amazonas e ocupa mais de um terço da superfície do País. As terras raramente ultrapassam os 150 m e são ocupadas por Florestas Tropicais.
Ao norte da Bacia Amazônica aparece outra área montanhosa conhecida como Maciço das Guianas; as cordilheiras incluem a Serra de Tumucumaque, com alturas que superam os 700 m, a Serra Acaraí e a Serra Parima.
O Pico da Neblina (3.014 m), situado na Serra do Imeri (AM), na fronteira com a Venezuela, é o ponto mais elevado do Brasil.
O litoral é margeado por uma estreita Planície Costeira, com exceção de algumas áreas nas quais o Planalto do Brasil entra no Oceano.
Planaltos
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Planalto Norte-Amazônico: ao norte dos Estados do Amapá, Pará, Roraima e Amazonas com as Serras de Taperapecó, Imeri, Parima e Tumucumaque. Nele se localiza o Pico da Neblina, ponto culminante do Brasil, com 3.014m.
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Planalto Sul-Amazônico: Pará, norte do Mato Grosso e Rondônia com a Chapada do Cachimbo e as Serras de Dardanelos, Caiabis, Providência e Pacaás Novos.
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Planalto da Amazônia Oriental: De Manaus até o Atlântico.
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Planalto da Borborema: De Alagoas ao Rio Grande do Norte.
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Planalto Sul-Rio-Grandense: Extremo sul do Rio Grande do Sul.
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Planalto da Bacia do Parnaíba: Leste da Bahia e porção oriental do Tocantins.
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Planalto do Atlântico-Leste-Sudeste: Na Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, com as Serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço.
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Planalto de Goiás-Minas: Serra da Canastra e a Chapada dos Veadeiros.
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Planalto do Alto Paraguai: Estreita faixa de Mato Grosso com as Serras da Bodoquena e das Araras.
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Planalto da Bacia do Paraná: Sul de Mato Grosso, sudoeste de Minas Gerais, oeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com as Chapadas do Alto Taquari, Maracaju e dos Guimarães.
Depressões
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Marginal Amazônica: Cercam a planície do Rio Amazonas de norte a sul.
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Depressão do Araguaia: Acompanha o Vale do Rio Araguaia.
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Depressão do Tocantins: Acompanha o Vale do Tocantins do norte de Goiás até o norte do Tocantins.
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Depressão Cuiabana: No sul de Mato Grosso.
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Depressão do Alto Paraguai-Guaporé: Sudoeste de Mato Grosso e sul de Rondônia.
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Depressão do Miranda: Sul do Pantanal Matogrossense no Mato Grosso do Sul.
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Depressão Sertaneja e do São Francisco: Centro-Oeste de Minas Gerais, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe e parte da Paraíba, de Pernambuco e de Alagoas.
Planícies
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Planície Amazônica: Faixa que segue o Rio Amazonas e seus afluentes.
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Planície do Araguaia: Oeste do Tocantins e norte de Goiás.
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Planície do Pantanal Matogrossense: Oeste de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso.
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Planície do Guaporé: De Mato Grosso a Rondônia.
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Planície das Lagoas dos Patos e Mirim: Larga faixa a leste do Rio Grande do Sul.
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Planície Litorânea: Pequenas planícies na foz de rios menores como o Paraíba do Sul e Doce no Rio de Janeiro e Espírito Santo e o Ribeira do Iguape em São Paulo.
Pontos mais altos
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PICOS
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ALTITUDE (m)
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LOCALIZAÇÃO
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Pico da Neblina
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3.014,1
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Serra Imeri (AM)
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Pico 31 de Março
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2.992,4
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Serra do Caparaó (MG / ES)
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Pico do Cristal
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2.798,0
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Serra do Caparaó (MG)
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Pico das Agulhas Negras
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2.787,0
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Serra do Itatiaia (MG / RJ)
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Pedra da Mina
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2.770,0
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Serra da Mantiqueira (MG / SP)
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Pico do Calçado
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2.766,0
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Serra do Caparaó (ES / MG)
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Monte Roraima
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2.727,3
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Serra do Pacaraima (RR)
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Pico Três Estados
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2.665,0
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Serra da Mantiqueira (SP/MG/RJ)
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Pico do Cadorna
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2.596,0
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Serra Imeri (AM)
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