Navegação:

História e Cultura

História
A ocupação humana no território mato-grossense data de mais de 15 mil anos com os povos indígenas. Europeus teriam passado por esta região por volta de 1530, quando grupos espanhóis colonizaram um lado da margem do rio Paraguai, formando países como o Paraguai e a Bolívia. Até 1748 a região pertencia à Capitania de São Paulo, período em que bandeirantes paulistas de descendência portuguesa descobriram ouro na região, montando base em Cuiabá.

Por mais de dois séculos, Mato Grosso chegou a ser a maior unidade federativa do país por extensão, com 1.477.041 Km². A partir de 1943, com o desmembramento de Rondônia e, posteriormente, em 1977, de Mato Grosso do Sul, passou a ter 906.806.90 Km², sendo hoje o terceiro Estado brasileiro em dimensão territorial.

Da chegada dos bandeirantes às terras auríferas da região de Cuiabá até hoje, Mato Grosso passou ainda por grandes expansões econômicas, motivadas pela extração vegetal e a pecuária. Sobretudo na segunda metade do século XX, o Estado recebeu migrantes de todo o país. Pessoas que desbravaram regiões, como o Norte e o Nordeste de Mato Grosso, criando fronteiras agropecuárias e grandes cidades.

Cultura
Mato Grosso construiu uma identidade cultural na integração de povos ancestrais, índios sul-americanos, os afros, euro-descendentes e migrantes oriundos de cada canto do Brasil. Mais de 40 etnias indígenas vivem em solo mato-grossense e detêm conhecimentos milenares traduzidos em ritos, pinturas, artefatos cerâmicos e plumários, músicas, danças, na linguagem e na gastronomia.

Nos espaços coletivos mais populares acontecem manifestações de ritmos, danças e folguedos como o siriri, o cururu e o rasqueado, as congadas, o chorado, a cavalhada, a dança dos mascarados, o boi à serra, o curussé, as caretas e também o chote, o vanerão, a catira, o fandango, o bugio, o cateretê e as modas de viola.

A gastronomia é rica em doces como o de caju, de banana e o furrundu. A paçoca de pilão, Maria-Izabel e farofa de banana fazem tanto sucesso quanto um bom churrasco e uma variedade imensa de peixes fritos e assados, como o pacu e o matrinchã.

As artes visuais são traduzidas nas cerâmicas dos ribeirinhos, nos teares das rendeiras e nas grandes telas que retratam de cotidianos a expressões abstratas. Sementes, cipós e madeiras transformam-se em ornamentos singulares nas mãos dos artesãos mato-grossenses. A literatura regional expande fronteiras em prosa e verso contando com renomados escritores.

A Cultura do Estado é expressa também por obras contemporâneas. Balé, cinema e vídeo, peças teatrais, orquestras e bandas executam e interpretam manifestações eruditas e populares. Oficinas e escolas de artes cênicas, musicais, visuais e literárias capacitam crianças e jovens, contribuindo para a sua plena formação como cidadãos, gerando respeito à pluralidade que permanentemente constrói a identidade do mato-grossense.
Print this Page   E-mail this Page 
Home | Sitemap | Login
Powered By: ssCMS 2.2.0.0