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Turismo Cultural

Avenida Pedro II - Esta avenida, antes denominada Avenida Maranhense, constitui um dos principais locais históricos de São Luís. Isto porque nesse largo os franceses pretenderam implantar, em 1612, o coração da França Equinocial. Abriga o Palácio dos Leões, o Palácio La Ravardière, a Catedral Metropolitana ou Igreja da Sé e o Palácio Episcopal.

Cais da Sagração - Grande extensão de muralhas de avultada espessura, construída em alvenaria de pedra e reboco, que se estende desde a Praia do Caju até a Rampa do Palácio. Em toda a sua extensão é circundado pela Av. Jaime Tavares, em belo trecho com arborização de coqueiros. A construção do Cais teve como objetivo evitar a escavação e o desmoronamento do baluarte, facilitar a comunicação entre a Praia Grande e as ruas que terminam no mar, acabar com o pântano, que existia desde o Baluarte até os Remédios e, por fim, dar melhor estética à vista da cidade. Foi projetado sob interesses do capitão general D. Diogo de Sousa, Conde do Rio Pardo. O escritor maranhense Josué Montello imortalizou-o no romance Cais da Sagração, em que exalta a figura do Mestre Severino.

Centro Histórico - Em 1997 a Unesco concedeu à cidade o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Reconheceu a beleza e importância de um dos maiores conjuntos de arquitetura civil de origem européia no mundo. São três mil e quinhentas construções ocupando uma área de 250 hectares. Este acervo arquitetônico já havia sido tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1955. A restauração do casario começou pela Praia Grande, no início da década de 80, com a Praça do Comércio, Mercado Coberto, Albergue e Beco da Prensa.

Fonte das Pedras - Construída no século XVII, exibe 5 carrancas e galerias para captação de água.
Local: Rua Antônio Rayol, 363, Mercado.
Funcionamento: De 2ª a 6ª, das 7h às 19h e aos sábados, das 7h às 12h.

Fonte do Ribeirão - Construída em 1796 em estilo colonial para abastecer a cidade. Tem cinco carrancas que "cospem" água.
Local: Largo do Ribeirão.

Igreja da Sé - Esta igreja é um dos monumentos históricos mais antigos de São Luís. O início da construção foi motivado por uma peste que assolava a população na época. Foi quando, em 1619, o terceiro capitão-mor Diogo Machado da Costa, com o intuito de reforçar a fé dos atingidos pela varíola, mandou, com seus próprios recursos, construir a igreja que daria origem à atual catedral metropolitana. Terminada a construção, foi inaugurada no ano de 1622 por Diogo Machado da Costa, marcando, com isso, o final de seu mandato. Em 1º de julho de 1687, a Câmara deu licença para que fosse construída uma nova igreja e, no ano de 1690, foi iniciada a nova Sé. Findada a construção, foi inaugurada pelo bispo diocesano D. Timóteo Sacramento, em 30 de julho de 1699. Mas, devido à fragilidade da construção parte da igreja desmoronou em 1761. A Sé antiga teve determinada a sua demolição, através da carta-régia de 11 de julho do mesmo ano. Depois das numerosas transformações internas e externas que recebeu ao longo de três séculos, apresenta, exteriormente, o aspecto que lhe deu a reforma realizada em 1922.

Igreja de São João Batista - Com fachada neoclássica, foi construída em 1665. Reconstruída em 1934, durante muitos anos nela repousaram os restos mortais de Joaquim Silvério dos Reis, o delator da Inconfidência.
Localização: Largo de São João, no cruzamento da Rua da Paz com a Rua de São João.

Museu de Arte Sacra (Solar do Barão de Grajaú) - Construído na segunda metade do século XIX, serviu de residência ao barão de Grajaú, Dr. Carlos Fernando Ribeiro. Pertenceu à Arquidiocese de Maranhão e à Universidade Católica, origem da atual Universidade Federal do Maranhão. Dentre os diferentes usos que teve ao longo do tempo, merece destaque o Museu Pio XII, criado em 1956. Adquirido e restaurado pelo Governo do Estado em 1986, teve seu acervo restaurado através de convênio com a Companhia Vale do Rio Doce, transformando-se no Museu de Artes Sacras.
Localização: Rua de São João, 500.

Museu Histórico e Artístico do Maranhão (Solar Gomes de Souza) - Construído em 1836 para servir de residência à família Gomes de Souza. Conta a tradição, que Arthur e Aluízio Azevedo, quando jovens, teriam utilizado o pequeno teatro do solar para leituras e ensaio de seus trabalhos. Atual sede do Museu Histórico e Artístico do Maranhão, que teve no ilustre maranhense Josué Montello seu idealizador.
Localização: Rua do Sol, 302.

Palácio dos Leões - Em 1761, no governo de Melo e Póvoas, deu-se início à edificação do palácio dos governadores, concluído em 1776. Mas essa construção não é a que chegou aos nossos dias. O atual palácio resulta de inúmeras reformas e ampliações, entre as quais as que realizaram o Duque de Caxias, o Conselheiro Pais Barreto e o Dr. Leitão da Cunha. Finalmente, a radical reforma foi empreendida no governo Magalhães de Almeida, graças à qual o palácio dos Leões conquistou a importância que hoje representa.

Palácio Episcopal - O Palácio Episcopal tem sua origem no colégio e na capela Nossa Senhora da Luz, construídos em 1627, pelo Padre Luís Figueira. Mais tarde, com a expulsão dos jesuítas, em Carta Régia de 11 de junho de 1761, esse antigo colégio passou a ser residência dos bispos, seminário e livraria. Abandonado em 1850 por estar em ruínas, sua reedificação começou no ano de 1869.

Palácio La Ravardiére - Este prédio é datado de 1689. Sabe-se que nele funcionaram, nos primeiros tempos, a Casa da Câmara e Cadeia, presidida por Simão Estácio da Silveira. Passou por várias reformas e, mais tarde, foi denominado Palácio La Ravardiére, sede do Governo Municipal, em frente ao qual foi erigido o busto de Daniel de La Touche.

Pedra da Memória - Monumento erguido inicialmente no Campo de Ourique, em 1841, em comemoração à Coroação D. Pedro II. Depois da demolição do quartel e do completo abandono em que ficou o Campo de Ourique, esse monumento, hoje instalado numa das meias-laranjas do Cais da Sagração, quase tomava descaminho não fosse a diligência em que se empenhou o escritor maranhense Joaquim Luz, por sua instalação no local em que atualmente se encontra.

Seminário e Igreja de Santo Antônio - Foi inicialmente construído o Convento de Santo Antônio pelos frades franciscanos. Sua inauguração deu-se em fevereiro de 1625. Depois, a capela do Senhor Bom Jesus dos Navegantes, onde teria o Padre Antonio Vieira, em 1654, proferido o célebre "Sermão aos Peixes" criticando, através de metáforas, a sociedade rica de São Luís. Em 1838, é criado o Seminário Episcopal de Santo Antônio, dando uma nova destinação ao Convento. Com a prosperidade do Seminário, tem início a construção da igreja, solenemente inaugurada em 20 de janeiro de 1867. Alguns episódios da história do Maranhão estão ligados ao Convento de Santo Antônio. Destacam-se as reuniões preparatórias da Revolta de Beckman (1684) e o processo que os frades franciscanos moveram, no início do século XVIII, contra as formigas que lhes saqueavam a despensa e ameaçam a segurança da edificação.
Localização: Praça de Santo Antônio.
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