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Música

Dá para classificar a música paulista num só ritmo?

Até pela mistura dos povos aqui tem música sertaneja, tem música erudita, tem popular brasileira, tem rock, tem rap, tem chorinho, tem samba. Samba sim senhor!

"Mente quem diz que São Paulo não entende do assunto, pois o samba tá na veia pulsante e no coração do poeta. São Paulo é a síntese do Brasil", João Nogueira (cantor e compositor carioca).

São Paulo é um autêntico pot-pourri. Compositores e cantores não faltam: Luiz Tatit, Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Paulo Vanzolini, Edvaldo Santana, Walter Franco, Rita Lee, Renato Teixeira, Demônios da Garoa e Adoniran Barbosa. Cada um com seu estilo próprio, mas todos paulistas. Quer dividido por categoria? Vamos lá:

Modinhas: Paraguassú (Roque Ricciardi) e Marcelo Tupinambá (Fernando Lobo)

Música sertaneja: Mário Zan, Cornélio Pires, Tonico e Tinoco e Alvarenga e Ranchinho

Valsa: Erotides de Campos

Choro: Zequinha de Abreu Violonista: Garoto (Aníbal Augusto Sardinha) e Canhoto (Américo Giacomino)

Erudita: Carlos Gomes, Guiomar Novaes, Madalena Tagliaferro Antonietta Rudge. Orquestra: Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Mesmo não sendo paulistas muitos músicos fizeram de São Paulo o seu principal palco. Nos anos 60, os festivais televisivos de música tiveram um papel fundamental na divulgação de muitos artistas. Os festivais da antiga TV Excelsior, de São Paulo, a primeira a promovê-los, ocorreram nesta década. A música "Arrastão", de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, com Elis Regina, ganhou o primeiro lugar em 1965. Em 1966 a TV Record, também de São Paulo, aderiu aos festivais de música brasileira. O vencedor daquele ano foi Chico Buarque com "A Banda" e "Disparada", de Geraldo Vandré e Teo de Barros, com Jair Rodrigues, empatadas.

Agora, você está perguntando se tem alguém com mais cara de São Paulo. Vá lá: Adoniran Barbosa. Um talento que traduz um espírito, uma época e certos lugares da cidade de São Paulo. Sem falar do sotaque italiano misturado com o brasileiro que deu no que deu: a música inconfundível de Adoniran.

Se o artista não for de São Paulo também não tem importância. A força da indústria cultural e o mercado fonográfico paulista possibilitam que São Paulo adote e divulgue o Brasil inteiro. Foi assim com a Bossa Nova, Tropicália, a Jovem Guarda, o samba, o rock, o heavy metal, o rap, e muitos outros movimentos ou estilos musicais. Assim é São Paulo. Sem preconceitos.
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